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Festival num mosteiro de aldeia perto de Paro
Butão: Reino do Dragão

Cruzei os céus, fui longe bem perto das Montanhas Negras.
Lá o tempo não passa, as semanas não têm dias e os dias não têm horas.
O céu é azul mas logo fica negro. Os raios são espadas que rasgam as nuvens que choram de medo quando através dos trovôes o Dragão manda os seus rugidos.
Os rostos de olhos rasgados sorriem com simpatia,são doce, atraem.
Lembram personagens saidas de filmes tal é a sua postura.
Com os seus trajes tradicionais são de uma elegãncia nata.
Sorriem sempre. As crianças são calmas de olhos brilhantes e risonhos dizem-nos adeus, transmitem alegria.
Os homens transportam com orgulho ao colo ou nas costas os seus filhos.
O gado pasta ao longo da estrada que serpenteia ao redor das montanhas e descansa tranquilo nas bermas da estrada.
O rio desliza tranquilo embalando-nos com uma suave canção e recebendo a agua das cascatas que descem da Montanha. A estrada é tão larga que para passarem dois carros um tem que parar.
A arquitectura é bela e nos seus mosteiros as tunicas coloridas dos estudantes dão vida e alegria a esta região, que afinal existe, não é só nossa imaginação. Postes com bandeiras de todas as cores levam aos Deuses os nossos pedidos, sim também deixei lá os meus.
Acredito que as preces sejam ouvidas.
Desde as 17h que chove e o Dragão não para de rugir. Dentro de uma tenda esperamos que a chuva pare o que só acontece no dia seguinte.
Neste vale verde e encantado todos os tempos mortos são um teste à paciência de cada um.
As horas não passam os ponteiros não mexem.As pessoas vivem, são felizes e acreditam em algo que não vemos, mas sentimos tranquilidade.
A noite cai, a chuva não para. No quarto do hotel sentada no chão,aproveito a fraca luz do dia nublado.
A eletricidade possivelmente só chegará na hora de deitar e aqui aplica-se o velho ditado`deitar cedo e...`
O dia termina a noite chega calma e até o dia nascer só se ouvirá a chuva a cair no silencio da noite.

Fátima Saúde
Maio 2010






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